Dois meses depois de pedir demissão: uma nova rotina e a reconexão com meu corpo

Dois meses depois de pedir demissão: uma nova rotina e a reconexão com meu corpo

Dois meses depois de pedir demissão: uma nova rotina e a reconexão com meu corpo

Pouco mais de dois meses se foram desde que passei pela última vez o crachá que me conferia a patente de colaboradora de uma grande corporação.

Quando pensei na frase de início desse texto e fiz mentalmente as contas de quanto tempo havia se passado desde que pedi demissão, tomei um baita susto! Só 10 semanas? Estamos falando de apenas 70 dias? Foi aí que me dei conta que as experiências que eu passei nesse período foram tão intensas, que até a minha percepção de tempo e espaço mudou.

Essas 10 semanas representaram na minha vida um período intenso de aprendizado, mas tão belo quanto as competências que eu rapidamente adquiri, está sendo o processo de reconexão comigo mesma. Reconectei-me com muitos de meus talentos, com muitas das minhas paixões e descobri em mim novas habilidades. Mas teve uma reconexão que foi a mais surpreendente de todas, deliciosamente inesperada: a reconexão com o meu corpo.

Foi incrível notar o condicionamento ao qual eu estava presa por muitos anos da minha vida e que a rotina que fazia parte de mim, na verdade não era minha! Acordava quando ainda precisava descansar, comia quando ainda não estava com fome, me forçava a produzir no horário em que todos estavam trabalhando e ia relaxar quando estava no ápice da minha criatividade. Isso não podia dar certo mesmo!

Rotina é importante! Você pode até ser do time que detesta rotina, mas ela é imprescindível, principalmente quando você está empreendendo. Ter uma rotina pré-estabelecida ajuda a dividir melhor o tempo e ter um maior senso de organização. O grande lance aqui é descobrir a que melhor serve a você! E sair da rotina a qual você está acostumado não é nada fácil. Acordar de manhã e se perguntar “O que eu faço hoje?” e não ter ninguém para te dizer é, no mínimo, angustiante. Demorou um pouco até que eu conseguisse encontrar a MINHA forma de trabalhar. Os primeiros dias foram de completa desorientação e ansiedade. Ainda não havia regulado meus horários, não sabia o que fazia primeiro, ficava perdida com a quantidade de frentes do projeto. Fiz várias tentativas: tentei me segurar na rotina antiga, não deu certo! Começava a trabalhar bem mais tarde, também não deu certo! Mas a maravilha desse processo é que ele dependia só de mim! De mim e do meu corpo, essa ferramenta incrível e quase sempre subestimada! Aos poucos, na base da tentativa erro, fui percebendo como me sentia melhor: Qual era o melhor horário para acordar, para me alimentar, para começar a trabalhar e para pausar.

E descobrir a rotina que melhor cabe na minha fôrma só foi possível porque a minha relação com o meu corpo mudou. A possibilidade de trabalhar em um lugar meu, dedicada a algo que eu acredito e dependendo apenas da minha capacidade de fazer acontecer, fez com que eu ganhasse um grande aliado nessa jornada, o meu corpo. Tenho estado muito mais atenta ao que ele me diz, aos sinais que ele me envia. Coisas como saber que aquele alimento me dá mais energia e aquele outro me tira, qual horário eu sou mais criativa e qual eu preciso fazer pausas para espairecer, descobrir que a minha jornada de sono consiste em 7 horas e não 5 como eu fazia, e nem 8 como dizem que é correto, foram os segredos que, quando eu parei para ouvir, o meu corpo gentilmente me contou.

Essa conexão mais próxima também fez com que eu percebesse que alguns dos meus hábitos deveriam mudar drasticamente. Comer qualquer porcaria, rápido e sem atenção, era algo muito frequente na minha vida. Ter preguiça e me render ao sedentarismo também. Quando minha rotina mudou e comecei a dar atenção ao que meu corpo estava dizendo, percebi o quanto ele estava sofrendo por conta dos hábitos que fui adquirindo. Talvez, num primeiro momento, de forma subconsciente, eu notei que se eu tivesse uma gripe e caísse de cama, não teria ninguém para me substituir no trabalho, então eu precisava cuidar bem do meu corpo! Sem que houvesse um esforço totalmente consciente no começo, fui mudando meus hábitos, inserindo naquela rotina que eu estava criando para mim um momento de cuidado e dedicação a mim.

Com o passar dos dias, a busca por um corpo mais saudável e ativo passou a ficar cada vez mais consciente, passei a ouvi-lo cada vez mais e melhor e fui construindo uma rotina onde eu pudesse dar toda a atenção que ele merece e que durante tanto tempo foi negligenciada. Pausar o trabalho para fazer uma corrida onde sinto meu corpo ativo e movimentando energia é parte da minha rotina hoje. Interromper as atividades para cozinhar um alimento saudável e degustá-lo sem pressa é algo de que eu não abro mais mão.

Cuidar melhor de si exige. Exige tempo, energia, responsabilidade. Exige que você faça escolhas e priorize certas coisas em detrenimento de outras. Talvez eu passe horas a mais por semana dedicada a um atividade física, ao invés de usá-las para responder e-mails. Talvez eu faça um almoço de duas horas, que consiste na preparação cuidadosa e no degustar presente do alimento, ao invés de engolir qualquer comida porque eu preciso voltar correndo para o trabalho. Mas a contrapartida é mais do que recompesadora.

Um corpo saudável é comprovadamente mais produtivo, criativo e focado. Meu dia continua a ter 24 horas e mesmo que algumas delas sejam dedicadas para manter o corpo mais saudável, eu produzo consideravelmente mais do que antes. Minha capacidade de concentração se elevou absurdamente, minha capacidade criativa também. Os aprendizados estão sendo assimilados com muito mais rapidez e a minha energia é outra. Ativa eu me sinto muito mais energizada e com energia eu produzo muito mais e melhor.

[Crédito da Foto: Matthew Kane]

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